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quarta-feira, 4 de junho de 2008

Comercial da Paz


Esse comercial não tem mulher de biquíni, não tem cachorro, não tem criança, não tem bebezinho. Esse comercial não tem casal, não tem beijo, não tem por do sol, não tem família tomando café da manha. Esse comercial não tem música de sucesso, não tem efeito especial, não tem tartaruga jogando bola. Esse comercial não tem gente famosa nem garoto propaganda. Porque esse comercial é para vender um produto que ninguém precisa ser convencido a comprar.
Esse comercial é para vender um produto que você adora consumir e que por sinal você até já comprou... Só que não estão entregando. É um produto que não tem marca nem tem slogan. Não tem embalagem nem faz promoção tipo leve 3 pague 2. Esse comercial é todo branco porque desse jeito ele pode ser entendido aqui e no mundo inteiro. Aliás, seria muito bom que esse comercial pudesse passar no mundo inteiro.
Porque o produto que esse comercial quer vender é a paz. Enquanto o pessoal que precisa comprar a paz não compra, faça assim: Pegue o estoque de paz que você ainda tem em casa e use: Use no trânsito, use na fila do banco, use no elevador, use no futebol. Paz é um produto interessante, porque quanto mais você usa, mais você tem. E, se todo mundo usar, quem sabe chegue um dia em que ninguém mais precise fazer um comercial para vender a paz...
(Washington Olivetto)

terça-feira, 15 de abril de 2008

CREDO DA PAZ

Sou responsável pela guerra quando orgulhosamente uso a minha inteligência em detrimento de meus semelhantes.

Sou culpado da guerra quando desvirtuo as opiniões alheias que diferem das minhas

Sou culpado da guerra quando demonstro indiferença pelos direitos e bens de outrem

Sou culpado da guerra quando cobiço o que outro adquiriu honestamente

Sou culpado da guerra quando ajo de modo a manter a superioridade da minha posição,
privando os outros de sua oportunidade de progresso.

Sou culpado da guerra quando imagino que minha raça e eu próprio
devemos ser privilegiados em prejuízo de outrem

Sou culpado da guerra quando me concedo o direito de monopolizar os recursos da natureza

Sou culpado da guerra quando creio que os outros devem pensar e viver como eu o faço.

Sou culpado da guerra quando considero o sucesso na vida unicamente como o caminho para o poder, a força e a riqueza.

Sou culpado da guerra quando penso que para convencer,
vale mais a força que a razão.

Sou culpado da guerra se acredito que o Deus da minha concepção
é aquele que os outros devem aceitar

Sou culpado da guerra quando penso que o país onde nasce
o indivíduo deve ser necessariamente o lugar onde ele tem de viver

Sou responsável pela paz se direciono CORRETA e CONSTRUTIVAMENTE os poderes da minha mente.

Sou responsável pela paz se concedo ao meu semelhante o DIREITO PLENO de se expressar de acordo com seu próprio entendimento das verdades da vida.

Sou responsável pela paz se reconheço que os meus direitos cessam Quando se iniciam os direitos de outros, e aceito isso como um mínimo indispensável de disciplina

Sou responsável pela paz se faço uso dos poderes interiores para criar minhas próprias oportunidades

Sou responsável pela paz se consigo promover a evolução dos que me cercam, sem considerar ameaçada a minha posição, e entendo que esta é a minha MAIOR FONTE DE SUCESSO.

Sou responsável pela paz se compreendo que as Leis Divinas diferem das criadas pelo ser humano, e que nenhum DIREITO DIVINO ESPECIAL é concedido a alguém unicamente por seu berço

Sou responsável pela paz se reconheço que os recursos naturais devem servir indistintamente a todas as formas de vida, e que não me cabem direitos exclusivos sobre eles.

Sou responsável pela paz se compreendo que nada é mais livre do que o pensamento e que o pensamento construtivo transforma o Ser Humano, direcionando-o à sua verdadeira meta.

Sou responsável pela paz quando sinto que toda a felicidade depende do SIMPLES FATO DE EXISTIR... de estar de bem com a vida.

Sou responsável pela paz se percebo que todo ser humano pode vir a ser um grato amigo, quando convencido pela argumentação sincera

Sou responsável pela paz se considero que "a Alma de Deus adquire personalidade no Homem", e que este só pode conceber Deus a partir da sua própria percepção da Divindade

Sou responsável pela paz se reconheço a mim e ao meu semelhante como partes integrantes do universo e que a cada um cabe a busca do lugar onde melhor possa servir.


Se estou em paz, eu promovo a paz dos que me cercam. Por sua vez, eles promovem a paz daqueles que estão à sua volta e que também farão o mesmo. Então a paz começa em mim! E sem ela não pode haver a necessária transformação social.